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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Agenda Cultural 17 a 23 de Março

Barreiro

   Damos hoje início a um novo tópico semanal, será postado todas as segundas-feiras com a informação reunida das actividades realizadas na semana a decorrer, nos principais pontos de interesse e cultura do Barreiro. Nomeadamente, a Cooperativa Cultural, bee jazz, Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), Galeria Municipal, EspaçoJ, Câmara Municipal, entre outros.

 

   O nosso objectivo é facilitar o acesso à informação, evitando que se disperse e dando às pessoas oportunidade de desfrutar de todos os eventos realizados na cidade.

 

   Caso tenham alguma informação de outras actividades no Barreiro que não estejam aqui mencionadas, agradecemos que o comuniquem.

 

 

2ªf 3ªf 4ªf 5ªf 6ªf Sab Dom

21.30h

Cinema

 

AMAC

23h

André Mendes -piano solo

 

Be Jazz

23h

Marta Plantier4soul

Be Jazz

  Quinzena da Juventude Espaço J

sentimo-nos: informados
publicado por barreirocriativo às 20:40
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Esboços

Esboços

Auditório Augusto Cabrita, Lápis de côr

Andreia Cabanas

sentimo-nos:
publicado por barreirocriativo às 21:53
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Exposição Biblioteca Municipal

O que pode ver até ao final do mês de Fevereiro?

 

   Faça uma visita à Biblioteca Municipal do Barreiro, onde estará até ao dia 29 de Fevereiro, patente ao público uma exposição de comemoração dos 400 anos do Nascimento do Padre António Vieira, (6 de Fevereiro de 1608, Lisboa).

   Esta é constituída por alguns textos e imagens extraídos das obras do autor e livros existentes na Biblioteca. Padre António Vieira é um dos mais conhecidos oradores religiosos e influentes personagens do séc. XVII a nível político, que se destacou no Brasil como missionário.

   Foi como Missionário que defendeu os direitos humanos, defendeu também os Judeus e a abolição da escravatura.

  Padre António Vieira morreu em 1697, e hoje, você tem a oportunidade de ver uma parte da obra que ele deixou.

 

sentimo-nos:
publicado por barreirocriativo às 08:53
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Exposição Alusiva ao Centenário do Nascimento de Miguel Torga

   miguel torga
Damos destaque á exposição que se irá realizar entre 15 de Dezembro e 15 Janeiro, na Biblioteca Municipal do Barreiro. Uma exposição evocativa ao Centenário do Nascimento de Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nascido em São Martinho da Vila, Trás-os-Montes em 1907.
 
 “Sob o mote “Ode à Poesia”, trata-se de uma exposição bio-bibliográfica, constituída por 21 painéis com textos extraídos das obras do autor e que conta com os livros existentes na Biblioteca de um dos maiores escritores portugueses do século XX, o primeiro a quem foi atribuído o prémio Camões, no ano de 1989.”
Informação retirada de www.cm-barreiro.pt/
 
Não percam a oportunidade de passar pela biblioteca do Barreiro, no horário abaixo mencionado, e conhecer mais sobre este grande escritor.
 
Segunda-feira, das 14.00 às 17.45; de terça a sexta-feira, das 9.30 às 22.30; e sábado, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.45 horas.
 
 
Ode à Poesia- Miguel Torga (1946)

Vou de comboio...
 
Vou
Mecanizado e duro como sou
Neste dia, 
E mesmo assim tu vens, tu me visitas!
Tu ranges nestes ferros e palpitas
Dentro de mim, Poesia!

Vão homens a meu lado distraídos
Da sua condição de almas penadas;
Vão outros à janela, diluídos
Nas paisagens passadas...
E porque hei-de ter eu nos meus sentidos
As tuas formas brancas e aladas?

Os campos, imprecisos, nos meus olhos,
Vão de braços abertos às montanhas;
O mar protesta contra não sei quê;
E eu, movido por ti, por tuas manhas,
A sonhar um painel que se não vê!

Porque me tocas? Porque me destinas
Este cilício vivo de cantar?
Porque hei-de eu padecer e ter matinas
Sem sequer acordar?

Porque há-de a tua voz chamar a estrela
Onde descansa e dorme a minha lira?
Que razão te dei eu
Para que a um gesto teu
A harmonia me fira?

Poeta sou e a ti me escravizei,
Incapaz de fugir ao meu destino.
Mas, se todo me dei,
Porque não há-de haver na tua lei
O lugar do menino
Que a fazer versos e a crescer fiquei?

Tanto me apetecia agora ser
Alguém que não cantasse nem sentisse!
Alguém que visse padecer,
E não visse...

Alguém que fosse pelo dia fora
Neutro como um rapaz
Que come e bebe a cada hora
Sem saber o que faz...

Alguém que não tivesse sentimentos,
Pressentimentos,
E coisas de escrever e de exprimir...
Alguém que se deitasse
No banco mais comprido que vagasse,
E pudesse dormir...

Mas eu sei que não posso.
Sei que sou todo vosso,
Ritmos, imagens, emoções!
Sei que serve quem ama,
E que eu jurei amor à minha dama,
À mágica senhora das paixões.

Musa bela, terrível e sagrada,
Imaculada Deusa do condão:
Aqui vou de longada;
Mas aqui estou, e aqui serás louvada,
Se aqui mesmo me obriga a tua mão!
sentimo-nos:
publicado por barreirocriativo às 23:33
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