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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Exposição Alusiva ao Centenário do Nascimento de Miguel Torga

   miguel torga
Damos destaque á exposição que se irá realizar entre 15 de Dezembro e 15 Janeiro, na Biblioteca Municipal do Barreiro. Uma exposição evocativa ao Centenário do Nascimento de Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nascido em São Martinho da Vila, Trás-os-Montes em 1907.
 
 “Sob o mote “Ode à Poesia”, trata-se de uma exposição bio-bibliográfica, constituída por 21 painéis com textos extraídos das obras do autor e que conta com os livros existentes na Biblioteca de um dos maiores escritores portugueses do século XX, o primeiro a quem foi atribuído o prémio Camões, no ano de 1989.”
Informação retirada de www.cm-barreiro.pt/
 
Não percam a oportunidade de passar pela biblioteca do Barreiro, no horário abaixo mencionado, e conhecer mais sobre este grande escritor.
 
Segunda-feira, das 14.00 às 17.45; de terça a sexta-feira, das 9.30 às 22.30; e sábado, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.45 horas.
 
 
Ode à Poesia- Miguel Torga (1946)

Vou de comboio...
 
Vou
Mecanizado e duro como sou
Neste dia, 
E mesmo assim tu vens, tu me visitas!
Tu ranges nestes ferros e palpitas
Dentro de mim, Poesia!

Vão homens a meu lado distraídos
Da sua condição de almas penadas;
Vão outros à janela, diluídos
Nas paisagens passadas...
E porque hei-de ter eu nos meus sentidos
As tuas formas brancas e aladas?

Os campos, imprecisos, nos meus olhos,
Vão de braços abertos às montanhas;
O mar protesta contra não sei quê;
E eu, movido por ti, por tuas manhas,
A sonhar um painel que se não vê!

Porque me tocas? Porque me destinas
Este cilício vivo de cantar?
Porque hei-de eu padecer e ter matinas
Sem sequer acordar?

Porque há-de a tua voz chamar a estrela
Onde descansa e dorme a minha lira?
Que razão te dei eu
Para que a um gesto teu
A harmonia me fira?

Poeta sou e a ti me escravizei,
Incapaz de fugir ao meu destino.
Mas, se todo me dei,
Porque não há-de haver na tua lei
O lugar do menino
Que a fazer versos e a crescer fiquei?

Tanto me apetecia agora ser
Alguém que não cantasse nem sentisse!
Alguém que visse padecer,
E não visse...

Alguém que fosse pelo dia fora
Neutro como um rapaz
Que come e bebe a cada hora
Sem saber o que faz...

Alguém que não tivesse sentimentos,
Pressentimentos,
E coisas de escrever e de exprimir...
Alguém que se deitasse
No banco mais comprido que vagasse,
E pudesse dormir...

Mas eu sei que não posso.
Sei que sou todo vosso,
Ritmos, imagens, emoções!
Sei que serve quem ama,
E que eu jurei amor à minha dama,
À mágica senhora das paixões.

Musa bela, terrível e sagrada,
Imaculada Deusa do condão:
Aqui vou de longada;
Mas aqui estou, e aqui serás louvada,
Se aqui mesmo me obriga a tua mão!
sentimo-nos:
publicado por barreirocriativo às 23:33
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